Gastos com remédios ou engajamento com a saúde: O que você prefere? | Alê Prates

Gastos com remédios ou engajamento com a saúde: O que você prefere?

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30/01/2019
Alexandre Prates
Sem categoria
2 comentários

Já faz tempo que falo sobre engajamento no trabalho (seja colaborador ou líder); ou no relacionamento (seja de amigos ou familiares)…

Mas e o engajamento com a saúde?

Saiba que esse pilar também não pode ser esquecido.

Sempre falo que você é a energia que você compartilha. E como pensar em energia sem investir em nossa saúde? Impossível. Quero que você olhe a saúde com mais carinho, respeito e que alcance um novo patamar de desempenho e plenitude a partir disso.

Por que não nos engajamos com a nossa saúde?

Em 2015 eu pesava 98,7 kg. Atualmente eu peso 79 kg. Muitas pessoas me perguntam como eu consegui perder peso em meio a vida atribulada que eu tenho. Sempre devolvo com a pergunta: “O que você acha que eu fiz?”. A maioria responde sem pestanejar: “Exercício e dieta!”. Sim, é óbvio. Não existe segredos. Então tem outras perguntas mais importantes do que essa:

Como eu me permiti chegar nesse estágio? Como eu me engajei com a mudança de vida?

E as respostas também são simples.

Como eu me permiti chegar nesse estágio?

Foi assim, pouco a pouco… um dia eu acordei e não quis fazer exercício, outro dia também e com o tempo fui me convencendo que não era necessário naquele momento praticar atividades físicas. E depois eu fui mentindo para mim mesmo, me fiz acreditar que estava bem mesmo com 5kg a mais. Mas o peso foi aumentando cada vez mais e eu não tinha mais forças para mudar. E com isso, engordei 20kg em 5 anos.

5 anos, sendo sedentário e comendo de forma desregrada. Dá para imaginar isso? Claro que sim, muitas pessoas fazem isso.

E como eu me engajei com a mudança de vida?

Após cinco anos de sedentarismo, eu já não era o mesmo cara e minha autoestima estava no chão. Certo dia um amigo me alertou: “Alê, você escreveu um livro sobre resultado, você precisa ser exemplo!”.

Só assim tive impulso para começar. O meu amigo tinha total razão. Claro que comecei e foi um fracasso, como nas outras vezes. Eu tinha o desejo de mudar, mas eu ainda mantinha o mesmo mindset instalado. Se não mudasse internamente, jamais me disciplinaria.

O meu mindset era assim: comece aos pouquinhos. Eu sempre comecei aos pouquinhos, com caminhadas leves para não exagerar na dose, exercícios básicos, dietas leves, enfim, devagar, sem pressa. O problema é que pouca participação gera poucos resultados. E ninguém gosta de poucos resultados. Isso mostra ao nosso sistema que não vale a pena o esforço.

Foi então que tomei uma decisão que mudou tudo: nada de começar aos poucos, eu coloquei muita intensidade e frequência na minha participação. E segui alguns passos óbvios e certeiros. Nessa ordem:

Procurei ajuda profissional: fui a uma nutricionista, que foi fundamental para a minha mudança. Também contratei um personal trainer que fez eu descobrir o que eu mais gostava de praticar. Além disso, fui ao cardiologista, e fiz um check-up para me certificar que estava tudo certo.

Parei de focar no resultado: e isso foi vital para seguir firme. Eu defendia esse conceito nas organizações, mas não o havia testado em mim. E novamente me vejo com outro mindset sendo desafiado – parar de olhar o futuro e me focar no que eu posso controlar, o presente.

Esse processo me ensinou que o resultado não motiva. Loucura, não é mesmo? Mas é verdade. O resultado motiva quando acontece, mas enquanto é apenas uma expectativa, nos deixa mais frustrados do que ajuda realmente. E só testando isso comigo que eu percebi isso.

Eu queria perder 20 kg. Sabia que levaria de oito meses a um ano para conquistar isso. Para alcançar este objetivo, eu teria que abrir mão de tudo o que eu gostava naquele momento: pizza, cerveja, refrigerante, doces… Percebe a troca? Abrir mão das coisas que eu gosto hoje para (talvez) alcançar os resultados no futuro. O nosso sistema não concorda muito com essa troca – abrir mão de algo real hoje por uma esperança. E, naturalmente, o nosso jogo interior prejudica o processo, impedindo a disciplina e sabotando o desempenho.

Se eu não poderia focar no resultado, só me restava fazer a coisa certa – me engajar pelo caminho, me apaixonar pelo desempenho. Me apaixonei por comer bem e por fazer exercícios.

O engajamento salvou a minha vida. Eu mudei muito e mudei todas as áreas da minha vida também.

Não deixe de se engajar com a saúde! Afinal, você não quer passar a vida inteira gastando dinheiro com remédios, não é mesmo?

Um abraço,
Ale Prates



2 comentários realizados

  1. cristiano Giaretta diz:
    Postado em 4 de fevereiro de 2019

    Parabéns Alê. Este texto foi inspirador para meu inicio de semana e minha meta para 2019. Forte Abraço e bora mudar de vida.

    • Alexandre Prates diz:
      Postado em 14 de março de 2019

      Espero que meus textos sempre possam te ajudar, Cristiano! Forte abraço e vamos em frente!!!

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